“Houve um homem de vida venerável, Bento pela graça e pelo nome... que desprezando os bens e a casa paterna, buscou o hábito da vida monástica, desejando somente a Deus agradar”

São Gregório Magno

Livro II dos Diálogos, Prólogo

Bento de Núrsia é um dos santos mais conhecidos e queridos da Igreja, padroeiro da Europa, poderoso intercessor e considerado um dos pais do monaquismo cristão. É o criador da famosa Santa Regra, adotada até hoje por todos os mosteiros de sua Ordem e os de outras Ordens também, pela excelência de seu conteúdo, equilíbrio, discernimento e clareza, cujo lema é o Ora et Labora.

A Ordem de São Bento, a mais antiga Ordem religiosa em atividade no mundo, e uma das mais antigas no Brasil e nas Américas, tem uma enorme tradição em nosso meio. Seus mosteiros são há muito conhecidos e amados pelo amor que dedicam à Sagrada Liturgia, em todos os seus aspectos e detalhes, especialmente o canto gregoriano, sublime meio de estar mais perto de Deus. Além disso, não podemos esquecer a imensa irradiação cultural destes mosteiros, responsáveis pela guarda de boa parte do Saber humano na Idade Média, e a já tão conhecida e admirada hospitalidade beneditina, que tão bem sabe acolher todos aqueles que deles se aproximam em busca de paz e de acolhimento, de aconselhamento espiritual, da discrição, da liturgia vivida bela e profundamente na Santa Missa e no Ofício Divino, de contemplação e de oração; em suma, da Pax beneditina.

Por todos estes e outros aspectos, é natural que haja interesse por parte de algumas pessoas em participar mais de perto da vida beneditina, através da Liturgia das Horas, da Lectio Divina e da meditação, filiando-se a algum mosteiro, fazendo então parte de sua comunidade monástica, como irmão dos monges, mesmo vivendo na agitação do mundo – são os oblatos. Estes homens e mulheres, de todos os estados de vida, leigos ou ministros ordenados, buscam na Regra de São Bento a orientação para a vida cotidiana, buscando a pax beneditina, sendo testemunhas da Santa Regra e ainda sal, fermento e luz do Evangelho em um mundo cada vez mais afastado de Deus (Cf. Vaticano II e Documento de Puebla).

O oblato beneditino busca a Deus seguindo os passos de Bento de Núrsia (Escuta, filho, os preceitos do Mestre e inclina o ouvido do teu coração... [Prólogo da RB]), vivendo coerentemente seu Batismo, Confirmação e Eucaristia em seu próprio estado de vida, dentro do espírito da Santa Regra, pelo exemplo de seus irmãos monges e demais oblatos, na freqüência aos sacramentos, pela assiduidade da oração e na vida eclesial.

O oblato beneditino, como cristão consciente, é parte ativa e atuante da Santa Igreja, pulsando com Ela em sintonia e fidelidade filiais, identificando-se plenamente com as intenções do Sumo Pontífice e com o Sagrado Magistério. Deve viver intensamente sua vida paroquial e diocesana, imprimindo em seu apostolado leigo a espiritualidade beneditina.

Ser oblato beneditino é unir-se em uníssono à Igreja peregrina e orante na freqüência ao Santo Sacrifício da Missa e ao Ofício Divino, na parte que lhe cabe. É intensa comunhão de orações, sacrifícios e serviços com a sua comunidade monástica. É amar e viver a liturgia, junto com seus irmãos do mosteiro.

Fonte: oblatogaranhuns.blogspot.com.br