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SUMMARY:São Guilherme de Volpiano\, OSB
DESCRIPTION:Guilherme de Volpiano\, um verdadeiro visionário beneditino e reformador litúrgico\, nasceu em meio ao tumulto da Itália medieval\, apadrinhado pelo próprio imperador Otão I. Com uma mente brilhante para arquitetura\, ele foi o gênio por trás de mais de 40 mosteiros e igrejas\, espalhando a majestosa cultura românica pela França. Sua obra-prima\, a Abadia Fruttuaria\, continua a inspirar até hoje. \nAo longo de sua vida\, Guilherme revolucionou mais de 80 mosteiros\, liderando reconstruções icônicas\, como a abadia do Monte Saint-Michel\, desafiando os limites da arquitetura ao erguer um cruzeiro no topo de um monte. Um santo cujo legado transformou a paisagem religiosa e arquitetônica da Europa\, ele é lembrado como um dos maiores reformadores de seu tempo.
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DESCRIPTION:Santa Elizabete da Trindade\n						(Onomástico de Ir. Maria Elizabeth\, OSB)\n						\n						\n					\n				\n					\n				\n				\n				\n			\n				\n				\n			\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n			\n			\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				\n				Elisabeth Catez nasceu\, no campo militar de Avor\, perto de Bourges\, França. O seu pai era capitão do exército francês. Desde muito cedo que Isabel mostrou ser uma criança turbulenta\, muito viva\, faladora\, precoce e de temperamento colérico. A sua mãe quando fala dela nalgumas cartas chama-a “autêntico diabinho”. E a sua irmã não hesita em escrever que era “um verdadeiro diabo”. Chega mesmo a dizer que era tão violenta que os familiares a ameaçaram enviar para uma casa de correção. \nNo entanto\, a sua mãe\, atenta\, soube modelar a fúria de Isabel e fazer sobressair nela a ternura e docilidade. E de tal maneira a ternura ganhou terreno que o maior castigo de Isabel acontecia quando a sua mãe\, à noite\, se despedia dela sem lhe dar um beijo. Então\, Isabel compreendia que não se tinha portado bem\, e\, meditando fazia exame de consciência e corrigia-se. \nElisabeth era ainda uma criança quando a sua família se mudou para a cidade de Dijon. Aqui Isabel perdeu o pai tão querido que a morte lhe roubou. \nO dia da primeira comunhão\, a 19 de Abril de 1891\, foi “o grande dia” da vida de Elisabeth. Tinha então 10 anos\, pois nascera no dia 18 de Julho de 1880. \nEstudou piano desde os 8 anos de idade no Conservatório\, vindo a tornar-se uma “excelente pianista”\, segundo expressão do seu professor de música. Participou em concertos organizados\, e\, os jornais falaram do seu grande talento ainda mal a menina Catez chegava aos pedais do piano. Entre músicas e festivais\, bailes\, férias e diversões foram decorrendo os anos de Elisabeth. \nAos catorze anos sentiu-se irresistivelmente atraída por Jesus. Aos 18 a sua mãe pretendeu casá-la com um esplêndido noivo\, mas Elisabeth respondeu: “O meu coração já não está livre\, dei-o ao Rei dos reis\, já dele não posso dispor“. \nO desgosto da mãe foi grande. Mas foi mais amargo quando soube que Elisabeth queria entrar no Carmelo\, que tantas vezes tinham visitado\, pois ficava ali a dois passos. A mãe apenas consentiu a entrada da filha no Carmelo quando alcançou a maioridade\, aos 21 anos. \nNo dia 2 de Agosto de 1901\, Isabel entra definitivamente nessa bela montanha do Carmo que pela sua solidão e beleza a atraiu irresistivelmente. A partir de então o seu nome será Irmã Isabel da Santíssima Trindade. \n“Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim\, eu n’Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite\, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros\, oh!\, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado”. \nA irmã Isabel tomou o hábito a 8 de Dezembro de 1901. Iniciada a vida de noviciado a paz e a felicidade mudou-se em noite escura; foi o momento da purificação interior. Com a profissão religiosa\, que fez a 11 de Janeiro de 1903\, recuperou a paz e a serenidade interior. Depressa a Irmã Elisabeth descobriu a sua vocação. \n  \nLendo S. Paulo descobriu que ela devia ser o “louvor da glória de Deus”. Esta ideia e esta vocação serão o rumo e o norte de Isabel da Santíssima Trindade: “louvor de glória” é uma alma que mora em Deus e O ama com amor puro\, amante do silêncio qual lira mantida sob o toque misterioso do Espírito Santo\, fazendo sair de si harmonias divinas. \n“Louvor de glória” é uma alma que contempla a Deus em fé simples e permanece como um eco perene do eterno cântico celeste. O segredo da felicidade é não se preocupar consigo mesmo\, é negar-se em todo o momento”. \nSeguindo o Caminho que é Cristo\, a Irmã Elisabeth entrou no mistério de Deus através de Maria a quem gosta de chamar a Porta do Céu. Seguindo os nossos pais e mestres\, Teresa de Jesus e\, sobretudo\, João da Cruz\, de quem constantemente fala nos seus escritos\, Isabel mergulha no mistério das Três Pessoas Divinas\, nesse Oceano sem fundo que é a Santíssima Trindade e que ela se sente envolvida por dentro e por fora. \n  \nTal como S. João da Cruz se sentiu fascinado pela formosura de Deus\, também Elisabeth da Trindade se sente atraída pela beleza de Deus. Isabel gostava de ver o sol penetrar nos claustros e recordar aquela comparação de Santa Teresa que dizia que a alma é como um cristal que reflete a Deus. A nossa irmã deixou-nos este testemunho: “Cada dia na minha vida de esposa me parece mais belo\, mais luminoso\, mais envolto em paz e amor”. \nMas foi a vivência total daquela frase de S. João da Cruz: “a alma perfeita e unida a Deus em tudo encontra alegria e motivo de deleite até naquilo que entristece os outros\, e sobretudo alegra-se na cruz” que levou a Irmã Elisabeth a perder-se em Deus como uma gota de água no Oceano\, segundo a sua própria expressão. Foi o perfeito louvor da glória de Deus\, por isso\, apenas com 26 anos se encontrava preparada para voar para a paz: “tudo é calma\, tudo fica tranquilo e é tão bom\, a paz do Senhor“. Nos finais de Março de 1906\, a Irmã Isabel foi colocada na enfermaria. \nSentia-se feliz por morrer carmelita e escreve esta frase que é uma cópia do verso de S. João da Cruz: “sem outro ofício senão o de amar\, estou na enfermaria”. \nAs Irmãs rezavam pela sua cura e Elisabeth juntou o seu pedido às orações da comunidade\, mas sentiu que Jesus lhe dizia que os ofícios da terra já não eram para ela. No dia 1 de Novembro comungou pela última vez e dois dias antes da sua morte disse ao seu médico: “É provável que dentro de dois dias esteja no seio da Santíssima Trindade. É a Virgem Maria\, aquele ser tão luminoso\, tão puro\, com a pureza do mesmo Deus\, quem me levará pela mão e me introduzirá no céu tão deslumbrante”. \nPouco antes da sua morte\, Elisabeth disse as suas Irmãs esta frase tão bela e que ficou célebre: “Tudo passa! No entardecer da vida só o amor permanece”. \nFrase que se parece com aquela outra de S. João da Cruz\, também muito bela e conhecida: “No entardecer da vida serás examinado no amor”. \nA sua última noite foi terrivelmente penosa\, pois às suas horríveis dores juntou-se-lhe também a falta de ar\, mas ao amanhecer Elisabeth sossegou\, e inclinando a cabeça abriu os olhos\, e exclamou: “Vou para a Luz\, para o Amor\, para a Vida“\, e adormeceu para sempre. Era a madrugada do dia 9 de Novembro de 1906. \nFonte: www.carmelitas.pt
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