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O santo do século VI deu instruções específicas para seus monges tirarem uma soneca depois do almoço

Você já ouviu falar da sesta? É um costume popular nos países de língua espanhola, bem como em outros países ao longo da costa do Mediterrâneo. Após o almoço, as pessoas fazem uma pausa no trabalho e muitas tiram uma soneca, antes de voltarem às suas tarefas diárias.

Curiosamente, a palavra sesta vem da palavra latina sext, denotando a “sexta hora” do dia, que normalmente é por volta do meio-dia. A palavra sext também se refere à oração do meio-dia dos monges, que param o que estão fazendo para rezar no meio do dia.

Essa tradição de oração e um cochilo ao meio-dia pode ter origem em São Bento de Núrsia, um monge do século VI que revolucionou o monasticismo cristão. Ele escreve em sua Regra sobre a necessidade dos monges descansarem após a oração e a refeição do meio-dia.

E quando eles se levantarem da mesa após a sexta hora, descansem em suas camas em completo silêncio; ou, se por acaso alguém quiser ler, leia, mas de modo a não perturbar mais ninguém.

Em geral, acredita-se que cochilar era uma parte central da vida greco-romana, mas não foi até São Bento que a soneca se tornou parte oficial de uma “regra”.

Nos últimos anos, os médicos redescobriram os benefícios físicos e mentais da sesta, uma tradição que foi sendo esquecida em muitos países modernos devido à suposta necessidade de maximizar o tempo durante o dia e eliminar momentos em que o trabalho não está sendo realizado.

São Bento sabia por experiência própria que um breve descanso à tarde beneficiaria tanto o corpo quanto a alma e facilitaria para os monges manter seu cronograma rigoroso de trabalho e oração.

Se você estiver em uma situação em que cochilos são possíveis, agradeça a São Bento e aproveite seu descanso do meio-dia, preparando-se para enfrentar as tarefas que ainda restam para o dia.

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